Music in the Space

5 descobertas musicais no Spotify

Existem algumas despesas fundamentais que não corto ou não posso cortar. Quais seriam? Aluguel e condomínio são as mais clássicas. A boa e velha conta de Luz é outra. A internet e a tv a cabo também. Soma-se a prestação do batmóvel. Já devem imaginar que a conta está alta e em tempos de crise “devemos fazer ajuste fiscal até dentro de casa”. Concordo. Almoçar fora mais de uma vez por semana fica bem salgado para o bolso, por exemplo. Agora tem coisas que coloco lado a lado de despesas fundamentais como Luz: revistas em quadrinhos, netflix e spotify. E esse post é sobre esse último item fundamental de despesa (ao menos pra mim, reforço).

download

Hoje não consigo me imaginar sem esse serviço de streaming. Até alguns anos atrás fazia parte da legião de indivíduos que baixavam vertiginosamente álbuns de minhas bandas preferidas, filmes e séries de TV e mesmo HQ’s. Havia sim uma questão de grana curta ou mesmo porque alguns filmes e alguns álbuns não chegavam pelas bandas que eu residia. Um clássico exemplo é o álbum ao vivo da banda Underworld, “Everything, Everything”. Foi e é um álbum que gosto e muito. Para dizer a verdade sou um fã de discos “live”. Além deste  do Underworld posso citar outros, como a versão immersion do Dark Side of the Moon do Pink Floyd,  ou Miles Davis Quintet – live in Europe 1969 ou Tom, Vinicíus, Toquinho e Miucha ao vivo no Canecão, além daquelas versões de shows simplesmente caóticos e maravilhosos do Nirvana (Hollywood Rock) ou Genesis (tanto faz na fase do Peter Gabriel ou Phil Collins como vocalistas, há registros fantásticos das duas fases) ou Mercedes Sosa (ao vivo com Caetano, Chico, Gal). Poderia listar vários outros exemplos e nem citei os “acústicos”, versões que considero mais “limpas” e organizadas de um show. Ou essa versão abaixo de “Drain You/Stay Away” do Nirvana tocada furiosa e magistralmente pela banda Macaco Bong.

De toda forma, voltando ao serviço de streaming, hoje sou um entusiasta do Spotify (acho o preço mensal razoável cobrado nos pacotes). Já não faço download de música há muito tempo. E sou um entusiasta pelo grau de oportunidade que me abre o Spotify para conhecer bandas, cantores e cantoras, dos mais variados gêneros musicais. Na fase “downloader” buscava aquilo que já conhecia ou que alguém me indicava (especialmente se fosse alguém das antigas). Por um tempo menosprezei o “descobertas da semana”, mas caramba! Conheci muita coisa boa por meio desse sistema de indicações baseado nas preferências musicais. Abaixo listo algumas das descobertas (de gêneros distintos):

SAVAGES

Savages é uma banda britânica composta de quatro mulheres que produzem um rock com pegada industrial. Com o disco “Silence Yourself” de 2013 elas atingiram sucesso comercial e se tornaram conhecidas para além do circuito comercial. Eu, no caso, não fazia ideia de que essa banda (muito boa) existia até que o Spotify apareceu em minha vida. Agora as escuto há semanas ao lado de outra banda que também conheci via o serviço de streaming.

ORBITAL

Orbital é uma dessas bandas de música eletrônica que ganharam e muito meu respeito (assim como Kraftwerk, Underworld e The Chemical Brothers), quebrando ao meio minha ideia pré-concebida de que música eletrônica é apenas um bate estaca ininterrupto. Bobagem imensa a minha, ainda bem que corrigida. Conheci Orbital porque foi sugerido justamente pelo Spotify. E depois que conheci ouvi ininterruptamente por meses (verdade, meses) enquanto escrevia artigos e relatórios. A banda é já clássica do cenário eletrônico e, graças, tem seus állbuns no Spotify.

DEATH IN VEGAS

Mais música eletrônica que descobri via Spotify. E o que mais gostei dessa banda de rock com forte pegada psicodélica e industrial foi o experimentalismo eletrônico. “Satan’s Circus” de 2004 e “Dead Elvis” de 1997 são meus discos preferidos.

MASHROU’ LEILA

E aqui temos uma grata surpresa: uma banda libanesa de rock que conheci por meio de Vivi, minha companheira (outra spotify dependente como eu). Fomos atrás de informações e encontramos a história de uma banda com forte mensagem de liberdade civis políticas. Para vocês se darem conta, leitores e leitoras do Cabaré das Ideias, o vocalista e um dos letristas da banda, Hammed Sinno, é homossexual numa região (Oriente Médio) onde as liberdades sexuais são restristas e, em alguns lugares, inexistentes. A reunião da banda, como descreve a matéria no O Globo é extremamente interessante:

“O Mashrou’ Leila surgiu em 2008, na American University de Beirute — instituição privada que mantém convênios com várias universidades ocidentais —, após Papazian, a tecladista Omaya Malaeb e o guitarrista Andre Chedid colocarem um anúncio em seus corredores convocando músicos para uma jam para aliviar o estresse causado pelos estudos e pela instabilidade política no país pós-guerra civil, em 1990. Com a chegada de Sinno e outros integrantes, o grupo estreou naquele mesmo ano, em um festival local. No ano seguinte, já era bastante popular com a juventude do país, com fãs subindo ao palco durante suas calorosas apresentações.”

ALABAMA SHAKES

OK. Podem me acusar de viver em outro mundo, mas realmente fui conhecer essa banda FUEDA somente agora em 2016. E, novamente, graças ao Spotify. Ouvir os álbuns “Sound & Color” e “Boys & Girls” é uma experiência musical maravilhosa, especialmente por quem ama verdadeiramente o rock e retrocede suas raízes musicais até o blues e o jazz. A experiência de ouvir Alabama Shakes foi tão positiva que sai atrás de comprar uma camiseta da banda, típico comportamento de quando eu era adolescente (e hoje tenho meus 37 anos).

Poderia listar várias outras descobertas musicais como a banda Múm, Fluke, Lianne La Havas, entre outras cantoras, bandas e cantores. Mergulhar nesse mundo de descobertas musicais é uma experiência que hoje não consigo me ver sem desfrutar.

 

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