Cinema e afins

Meus Malvados Favoritos no Cinema

Aproveitando um breve intervalo (de minha contraparte) entre produzir artigos, revisar livro que sairá este ano e TCC e Dissertações de Mestrado para orientar, vou fazer um post aqui com os meus malvados favoritos do cinema. São aqueles personagens que tradicionalmente são chamados de vilões, seja porque são filhos de chocadeira com cramunhão de garrafa ou simplesmente porque vejo neles (e podem ser humanos ou não, podem até mesmo ser os “heróis” da trama) algo de vilanesco, mas bem disfarçado. Ou então simplesmente porque são carne de pescoço mesmo.

A lista não é uma espécie de Top 10. Já fiz muito Top 10 recentemente, então é só uma lista mesmo que, caso esse post fosse um Top 10, certamente esses filhos de chocadeira com cramunhão de garrafa estariam nela.

A Geladeira “Possuída” em Réquiem para um Sonho 

Quando assisti pela primeira vez ao filme Requiem para um Sonho de Darren Aronofsky fiquei absolutamente preso e fascinado pelo filme: sua direção, roteiro, edição, trilha sonora, fotografia e, claro, a atuação de atores e atrizes no filme. Sara Goldfarb, interpretada magistralmente por  Ellen Burstyn, é atormentada pela geladeira que tem em casa. É claro que não é o objeto que existencialmente se constitui como vilão, até mesmo porque o caso de Sara Goldfarb é um caso clínico de depressão e dependência química de drogas legais e de um sistema de saúde pública perverso como o dos EUA (poderia ser aqui também, mas em outra medida). Confesso que cheguei de chorar de tanto rir (por nervosismo) diante da interpretação de Ellen Burstyn, confrontada por sua geladeira, verdadeira entidade demoníaca. Requiem para um Sonho é um dos meus filmes preferidos e tem um dos maiores vilões de todos os tempos: uma geladeira.

Oh Dae-su de Oldboy

Oh Dae-su (Choi Min-sik), o protagonista de Oldboy (filme original sul coreano, dirigido por Park Chan-wook), para mim sempre foi o “malvado” do filme, mas aqui quero dizer que certo está o Tio Ben: grandes poderes, grandes responsabilidades. No caso, vamos nos ater a última parte da recomendação do Tio Ben: Oh-Dae-su paga o preço por sua responsabilidade e alimenta um ciclo de vingança. Difícil dizer quem errou primeiro entre os antagonistas, o que sabemos é que inocentes pagaram o preço por esse erro, como em geral ocorre. Oldboy, definitivamente, é um drama e dos mais pesados que já assisti, seja no cinema ou na TV. Não  há heróis em Oldboy. O que há são personagens extremamente humanos em situações dramáticas e que pagam o preço pelos erros cometidos em vida. E até mesmo em morte em vida.

A Mãe de Nina em “Cisne Negro”

Mestre Yoda que me proteja, essa mãe da Nina (interpretada por Natalie Portman, o que lhe valeu um Oscar de melhor atriz merecidamente) é um verdadeira chocadeira. Quando vi o filme pela primeira vez me senti dentro daquele apartamento, sendo vigiado, completamente reprimido por essa figura carrasca, repressora (Freud explica bem) e corrosiva da mãe dela (interpretada muito bem por Barbara Lynn Herzstein) que até hoje não sei se estava viva ou morta na trama, mas nem faz diferença: ela deixou a filha completamente ensandecida.

Ash de Alien – o oitavo passageiro

Ash (Ian Holm) é um dos maiores filhos de chocadeira com craminhão de garrafa da história do cinema. É um canalha de marca maior, legítimo representante dos clássicos “cientistas malucos” e com éticas distorcidas que tanto a literatura, as histórias em quadrinhos e o cinema nos “presentearam”. “Admiro sua pureza”, disse Ash aos cosmonautas desesperados e fudidos na Nostromo, depois de quase ter ferrado de vez com a galera. “Admiro sua pureza” é o caralho! Mais canalhocrata ainda é a Companhia. Essa merece um tópico só pra ela em um futuro post, tamanha é a canalhice que ela proporciona ao longo dos filmes Alien.

Pazuzu de O Exorcista

Pazuzu é o demônio que encarna na inocente Regan McNeil (Linda Blair). Pazuzu é tudo que tem de asqueroso. Pazuzu é aquele tipo de sujeito que vai soltar spoiler de filme e série na cara dura só pra te ferrar. Pazuzu é um maldito troca-peles que matou o Padre Merrin (Max Von Sidow, fueda pra cascalho em qualquer coisa que faz no cinema ou na TV). Pazuzu é o cão chupando manga.

O Diretor Ed Rooney de Curtindo a Vida Adoidado (ou simplesmente Ferris Bueller’s Day Off)

Desde que assisti a “Curtindo a vida adoidado” o Diretor Ed Rooney é um dos meus personagens preferidos. Atormentado pela necessidade absoluta de controle e ordem, Ferris é o maior prego no sapato que um sujeito como ele poderia ter. A interpretação de Jeffrey Jones é fabulosa, suas expressões são fantásticas. É um “vilão” no melhor sentido da boa intenção. Quando penso em alguém para interpretar Herr Starr (personagem da HQ “Preacher”, adaptada recentemente para a TV por Seth Rogen) não vejo ator melhor.

Jack Torrance de O Iluminado

Jack é um canalha para começar a conversa. É um verdadeiro homem violento, atormentado por suas fraquezas e que descarrega-as de forma violenta em sua esposa e no seu filho. O elemento sobrenatural (Jack, assim como Danny, seu filho, tem um grau de mediunidade elevado, de acordo com a perspectiva metafísica) de “O Iluminado” de Stanley Kubrick (é seu filme que mais gosto e venero) é apenas parte do pacote, porque o elemento violento já está lá, dentro de sua alma. A interpretação de Jack Nicholson é fabulosa.

Dadinho de Cidade de Deus

Dadinho é o caralho, meu nome é Zé Pequeno. O Dadinho vira Zé Pequeno e continua o maior filho de chocadeira com cramunhão de garrafa, mata geral, ferra, violenta, faz tudo de ruim que poderia fazer. Leandro Firmino da Hora tem uma atuação fantástica e marcante. Seu bordão ficou gravado, bem como a canalhocratice de seu personagem.

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2 pensamentos sobre “Meus Malvados Favoritos no Cinema

  1. Excelente lista! 😀

    Um dos meus malvados favoritos é o Q, de Star Trek, que não era só mau, ele era inconveniente, mala, pé no saco, metido, entrometido, achava que os humanos eram seus brinquedinhos. E o ator fez dele aquela criatura chata com maestria!

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  2. Outro malvado que curto é o Xerife de Nottingham, com interpretação do saudoso Alan Rickman. Não era particularmente malvado, mas era caricato, era um personagem que sabia que era mal, que tinha de fazer maldades e no fundo se divertia com isso

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