Cinema e afins

Curta (terror) Metragem

Neste final de semana cheguei a uma conclusão quanto a películas de terror: atualmente elas funcionam muito, mas muito melhor se forem produzidas como curtas metragens. É sério. Talvez seja preciosismo de quem considera “O Exorcista”, “O Iluminado”, “Alien – o oitavo passageiro”, “Audition”, “Horror em Amityville”, “The Ring”, “A Casa das Almas Perdidas” ou “O Bebê de Rosemary” como verdadeiras produções de terror e horror (há uma diferença sutil entre terror e horror, mas estou com uma baita preguiça de destrinchar e vou deixar por conta do Wikipédia mesmo :p).

É claro que há produções recentes em longa-metragem extremamente boas, mesmo remakes como “O Chamado” (que acho até melhor que a produção original) ou “A Bruxa de Blair” (que “criou” um nicho de produções que esgotou ao máximo o formato inovador proposto). Mas o que chamo a atenção realmente é pela riqueza de curtas metragens de horror sendo produzidos mundo a fora. E me chama a atenção esse tipo de produção pelo fato de que preza-se mais pelo efeito psicológico de sentir medo do que pelo impacto visual de algo visceral, como tripas escorrendo. Essa necessidade de produzir sustos a todo momento numa dependência exagerada do visual em detrimento da sensação que o oculto dá fez, em minha opinião, as boas produções de terror em formato longa-metragem se perderem na mais pura geração de filmes sem apelo contínuo ao longo dos anos. E aqui trago a minha impressão de que os curta-metragem estão resgatando essa sensação. Essa opinião veio da comparação do curta metragem “Mama” com o filme homônimo. É sério. O curta metragem é inúmeras vezes melhor que o filme longa metragem. E se pararmos pra comparar curtas e longas, a diferença a favor do primeiro vai se ampliando cada vez mais ao longo dos últimos anos. Verdade seja dita, tenho saudade de filmes como “O Exorcista” ou “O Iluminado”, no qual é o roteiro, a direção e a atuação de atrizes e atores o maior recurso para o filme de terror e não sangue espamarrado ou clichês por segundo.

Dito isso, fiz uma seleção de curtas metragens de terror para os leitores e as leitoras do Cabaré. Para quem não conhece, aproveitem, para quem já conhece, aproveitem novamente!

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