Realidade Overpower

Mochilão Peru: parte 1

Nem sei bem como começar esse post sobre o Mochilão que estou fazendo pelo Peru (e depois farei pelo Chile e Argentina). Talvez a melhor forma de iniciar esse post seja reconhecendo que o Peru mostrou-se um país fantástico. Um casal de camaradas uruguaios, que conheci durante minha temporada no México, já havia me “alertado” que a gastronomia peruana era riquíssima. Só não sabia o quanto!!!! Ceviche, definitivamente, é uma iguaria sem igual. Não há nada na gastronomia brasileira que pareça. E o mais incrível, os ceviches que experimentei, tanto em restaurantes mais caros quanto em restaurantes populares, eram deliciosos! Outra característica associada me chamou a atenção: não importa o restaurante, todo prato que pedi vinha em abundância! Seja o delicioso Tacu-Tacu (massa preparada com arroz e feijões de um dia para o outro que, no meu caso, degustei com mariscos na cidade litorânea de Barranca) ou o arroz com mariscos, entre outras inúmeras comidas peruanas que pude experimentar. Ceviches, por exemplo, girando em torno de 10 a 25 soles (moeda peruana), o que em Reais, na cotação de 23 de Dezembro, daria mais ou menos de 20 Reais.
Acabei me empolgando com o relato gastronômico e nem disse nada sobre o mochilão propriamente dito. Acredito que a primeira coisa que devo dizer é que o custo de viajar para o Peru não é alto. Também não é o custo de viajar, por exemplo, para a Bolívia ou Guatemala, países muito mais baratos para conhecer. Uma diária em quarto coletivo no Miraflores Hostel, em Lima, por exemplo, saiu por 60 soles e, vejam, num excelente bairro e com a galera trocando cama e tolha e com frigobar e TV no quarto, além do desayuno. Mesmo a passagem de avião de Lima a Cusco, adquiridas com 5 dias de antecedência, saiu por 108 dólares americanos (algo inacreditável no prazo,bem comparação com os exorbitantes preços de passagens aéreas no Brasil). Lima, embora uma cidade culturalmente fantástica (com excelentes museus, como o Museu de Arqueologia, Antropologia e História de Lima, menor, mas tão rico em sua exposição quanto o Museu de Antropologia e História da Cidade do México), sofre de um trânsito infernal. É sério mesmo.
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Quase tive um treco ao transitar por Lima, seja em taxi ou microbus que, por sinal, possuem tarifas muito baratas por trajeto, variando de 1 sole a 2 soles o que paguei) Preparem seus ouvidos para escutar muita, mas muita buzina. Outra coisa interessante que pude observar em Lima é a quantidade pequena de motos no trânsito da cidade. Em compensação, há carros, muitos carros. E a inexistência de um metrô é um pesadelo para uma melhor mobilidade urbana na cidade (ainda que exista o metrobus, ônibus muito cômodos com faixas exclusivas para tráfego).
Mas além da gastronomia, o que é interessante mesmo no Peru é sua riqueza arqueológica e antropológica. Visitei Caral, ruínas de uma cidade de mais de cinco mil anos, e fiquei boquiaberto com o local. Imaginem: uma ruína com inúmeras pirâmides no centro de um vale e, de um lado um deserto e, do outro, um zona verde com plantação de milho, melancia, entre outras frutas e verduras. É estonteante. O custo do passeio, pelo hostel, foi de 360 soles (dividido entre 4 pessoas). Achei muito barato, especialmente pela distância do bairro de Miraflores até Caral, que levou 3 horas e 30 minutos (1hora só pra sair de Lima). Caso queiram conhecer Caral, dica: levem chapéu ou boné, caso contrário ficarão torrad@s. No meu caso, como podem observar pela foto, apelei para uma toalha na cabeça sem pensar duas vezes.
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Num próximo post vou escrever sobre a etapa Cusco do Mochilão. E como a cidade “umbigo do Mundo” já deixa saudade, aqui, enquanto esperava o bus para a cidade de Arequipa.

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Um pensamento sobre “Mochilão Peru: parte 1

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