Sci Fi no Cinema

Círculo de Fogo e a saudade de destruir monstrengos

Uma semana cravada foi o tempo que pude resistir. Relutei em assistir “Círculo de Fogo” (Pacific Rim, dirigido por Guillermo Del Toro e roteirizado por Travis Beacham) não sei bem o porque. Talvez fosse a relutância adulta de contemplar robôs gigantes combatendo monstros lovecraftianos. Acho que essa é a melhor “desculpa”. É foi uma bela desculpa esfarrapada. Assisti “Circulo de Fogo” e saí do cinema sentindo a necessidade de construir meu Jaegar para lutar contra os Kaiju. Sim, retomei, mesmo que apenas durante o filme e uns 30 minutos depois da sessão expirada, o espírito dos meus 7 anos, quando não perdia um episódio sequer de Spectreman. E como foi bom retomar essa sensação.

Imagem
“Círculo de Fogo” é um filme para te divertir ou, no meu caso, para divertir e desafogar a mente do cansaço do trabalho. A história, sem pretensão alguma de profundidade filosófica (cientificamente, gostei muito da idéia da dobra no espaço tempo – por meio do portal – para envio dos Kaiju), retrata a Terra num futuro bem próximo enfrentando a invasão do planeta por monstros gigantescos oriundos de outro planeta ou dimensão. As marcas trágicas dessa invasão estão espalhadas pelos países banhados pelo Oceano Pacífico (o qual os kaiju, como os mostrengos são chamados em japonês, surgem – acredito que da região das Fossas Marianas) e a única maneira de salvar as populações humanas é por meio dos jaegers (robôs gigantes pilotados por duplas humanas conectadas neurologicamente).
Imagem
“Círculo de Fogo” é uma ficção científica com pitadas de drama, o que, no desenvolvimento da trama não atrapalha (o que era meu medo), mas não tem um adequado desenvolvimento por parte do roteiro (a aproximação entre personagens, para cooperação e conflito, é rápida e mesmo fortuita demais), mas verdade seja dita: duvido muito que Guillermo Del Toro desejasse esse aprofundamento. Basta ao telespectador saber que existe algo que une os pilotos dos Jaegers: a vontade de destruir os Kaiju.
E isso temos de sobra no filme. Acreditem: como assisti em 3D, esmurrei alguns Kaiju durante o filme.
E aí está o mérito do filme, como disse anteriormente: a despretensão de se levar e se vender como filme sério. “Círculo de Fogo” é um ótimo filme, talvez numa linguagem que os apreciadores e apreciadoras de Spectreman (ou Ultraman) vão entender bem e, com certeza, matar saudade.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s