História em Quadrinhos

Histórias em Quadrinhos no Brasil: entre a qualidade editorial e o preço alto

Que as histórias em quadrinho me fascinam, não tenho a menor dúvida. E hoje ser leitor/leitora de HQ é uma “sina” muito mais fácil que antes. E quando digo fácil, refiro-me a maior diversidade de HQ’s nas bancas e (hoje em dia) livrarias brasileiras. Preços? Bom, quanto aos preços não há muito o que comemorar. Há dois tipos de publicação de HQ’s no Brasil hoje em dia: aquelas HQ’s para banca e aquelas pra livraria, como já disse. E essa divisão ocorre especialmente por causa da maior editora que publica HQ’s no Brasil: a Panini. Estou dizendo que essa estratégia de divisão é ruim? Não, necessariamente. Mas ela reforça e estimula a publicação de excelentes HQ’s com preços muito, muito salgados, para não dizer inflacionados nas livrarias. E as melhores publicações estão lá, acreditem.

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É claro que chega às bancas muita coisa boa e barata. Por exemplo: Y – o último homem, Hellblazer, 100 balas, Jonah Hex, especiais como Batman – o filho do demônio, X- Men por Grant Morrisson, entre outras. Mas nas livrarias, asseguro, se encontram as pérolas: Sandman – Absolute, Preacher, e os melhores encadernados de Batman, Supremos, etc. 
Como disse antes, é uma estratégia comercial válida (e já há muito usual nos EUA), mas que no Brasil encarece e muito a aquisição de HQ’s encadernadas e com melhor acabamento. Na verdade não encarece, as editoras (Panini, Mythos, Quadrinhos em Companhia, etc) aproveitam o fato de livros no Brasil serem caros (muito caros, ainda mais com a isenção de impostos existentes) e reproduzem para os preços dos quadrinhos essa péssima característica do mercado editorial brasileiro. 
Muita coisa boa foi anunciada para esse ano (contando somente com as publicações da Panini) e entra elas uma das HQ’s mais fundamentais pra qualquer nerd (e não nerd também) que se preze: Os Livros da Magia, escrito por Neil Gaiman. É uma publicação da DC/Vertigo clássica e faz parte do “panteão sagrado” de leituras de histórias em quadrinhos. Mas assim como sei da qualidade dessa HQ, também sei do preço salgado que terá. Desanima? Um pouco. Acredito que esse caminho das livrarias serem transformadas no espaço de publicações “Top 5” das melhores HQ’s é um caminho a seguir. Por meio dele muitas boas publicações podem retornar ao Brasil. E dois casos me chamam a atenção: Planetary de Warren Ellis e John Cassaday e Promethea de Alan Moore e J. H. Williams III.
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Estas duas HQ’s foram publicadas parcialmente pela editora Pixel (da Ediouro) que iniciou um excelente trabalho e por má gestão e interferência da Ediouro (única explicação possível) deixou essas duas publicações inacabadas, ou melhor, seus leitores e leitoras desamparad@s. E sou um deles. Tanto que, quando estive morando na Cidade do México, tratei de comprar dois volumes encadernados de Promethea. E recuperei com a leitura de Promethea toda minha paixão pela metafísica e metalinguagem contida na HQ, que logo logo resenharei aqui para o Cabaré das Ideias.
Mas verdade seja dita, não vejo no horizonte nem a publicação de Promethea e Planetary (ao lado de Preacher, Supremos vol. 1 e 2, All Star Superman, Do Inferno, Asterios Polyp… as melhores HQ’s lançadas nos últimos 20 anos…) e nem preços razoáveis para as HQ’s encadernadas. Mas não custa sonhar.
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