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Blogagem Coletiva: 10 coisas que eu tenho que fazer antes de ser abduzido

Uma das coisas mais bacanas das redes sociais (seja twitter, facebook, orkut, myspace, etc) é a possibilidade de conhecer gente bacana e que padeça de devaneios similares aos seus. Sexta feira passada, num arroubo de devaneio nerd, soltei uma pérola no twitter: queria escrever um conto sci fi cujo título fosse “10 coisas que eu tenho que fazer antes de ser abduzido”. De imediato, lady Sybylla do Momentum Saga, parceira de nossos devaneios nerds aqui do Cabaré, sugeriu que esse tema seria ótimo para um post. E concordei imediatamente com ela! Combinamos então de fazer uma blogagem coletiva. Ontem, convidei – durante um café – o Trekker Victor Hugo do Ao Sugo e outro parceiro nerd aqui do Cabaré a também participar dessa blogagem coletiva e ele topou. Se você, leitor/leitora do Cabaré das Ideias, do Momentum Saga ou do Ao Sugo têm um blog e deseja participar desse devaneio nerd, basta criar um post e reproduzir o título. E “provecho!”

10 – Fazer mergulho submarino em alto mar

Mergulho submarino é uma das coisas que mais acho bacana desses “esportes de aventura”. Sei lá. O oceano (ou poderia ser o Rio Amazonas) é um arquétipo do desconhecido. Mergulhar e afundar nessa imensidão, imagino, deve inspirar não necessariamente medo, mas uma paz sem tamanho. Se os aliens que viessem me abduzir fossem oriundos de um planeta essencialmente “aquático” como a lua Europa, eu iria ficar muito feliz.

9 – Fazer um mochilão pela Região Amazônica

Desde que me conheço por gente, sou completamente extasiado com o bioma amazônico. É sério. Seja pelo desenho dos rios ou pela exuberância da vegetação, a região amazônica (que é gigantesca, diga-se de passagem) me atrai e atrai pra caramba. Já tenho até um pré-roteiro de mochilão estabelecido pela região amazônica brasileira: começando por Belém, seguindo para a Ilha de Marajó, depois retornando para Belém, indo até Santarém e conhecendo Alter do Chão, depois seguindo para Manaus e terminando em Parintins. Que os aliens me abduzam depois de terminar esse mochilão!

8 – Escutar Jazz em New Orleans

Sou apaixonado por jazz desde que escutei as vinhetas do “Free Jazz Festival” antes ou depois do “Jornal da Globo”. Fico extasiado em escutar jazz, quase mesmo hipnotizado e não importa a variação que seja (desde world jazz até fusion ou beebop, etc). Não tenho vontade alguma de conhecer os EUA. Quer dizer, com excessão de New Orleans, terra sagrada do legítimo jazz. Minha vontade é passar uma semana escutando jazz diariamente e pedindo sempre um bourbon. Fodam-se os aliens depois de uma overdose de jazz como seria essa na região do Quarteirão Francês.

7 – Ler integralmente o Livro Vermelho de Carl Gustav Jung

Existem autores e autoras que passam por nossa vida. Alguns fincam raízes, outros apenas contribuem de alguma forma com nosso aprendizado e experiência na vida, mas passam, seguem adiante. Carl Gustav Jung, no caso, é O AUTOR que fincou raízes nas minhas estruturas psíquicas. Sou um leitor ávido de sua obra e ela me influencia – e muito – na minha percepção do mundo. Por exemplo, a teoria da sincronicidade. E o Livro Vermelho beira o status de livro sagrado. O preço no Brasil é bem salgado (mais ou menos uns 500 pila), mas não vai me impedir de realizar essa meta na vida, com ou sem abdução alienígena.

6 – Voltar ao México e Caçar Peyote.

Quando li “A Erva do Diabo” de Carlos Castanheda, decidi que precisava passar por uma experiência similar àquela. Anos depois, fui ao México e morei um período lá. Embora tenha obtido informações e contatos sobre como conhecer un brujo/bruja para me iniciar, lamentavelmente tive de voltar ao Brasil. Não foi como “nadar, nadar e morrer na praia”, mas de toda forma, cheguei próximo dessa meta. Pretendo escrever um romance sci fi depois dessa experiência, algo que não é inédito (porque o Huxley já o fez), mas não estou nem aí. E provavelmente combater meu Lado Escuro da Força. Afinal, serão minhas, as portas da percepção. 

5 – Aprender a dançar Tango

Não há mais bela dança que o tango. Seus passos são trágicos e a própria performance de seus protagonistas inspira paixão. Não tenho como deixar de aprender tango e olha que não sou dançarino de mais nada neste mundo e em qualquer outro, mas o tango é único. Quando estive em Buenos Aires pude visualizar essa beleza e prometi a mim mesmo que aprenderia o mínimo dessa beleza em dança. Antes de ser abduzido.

4 – Me tornar um professor de Tai Chi Chuan 

Já pratiquei duas artes marciais antes de iniciar o Tai Chi Chuan e posso assegurar: encontrei o caminho. Acredito que o Tai Chi Chuan é completo como arte marcial, mas muito mais do que marcial, é um caminho a ser percorrido na vida. E pretendo ensina-lo – não como forma de obter uma renda, mas como uma prática voluntária em alguma escola ou outro ambiente que seja útil. 

3 – Conhecer a Antártica

Me lembro que estudava a oitava série do antigo I Grau (hoje chamado de ensino fundamental) quando houve um concurso, patrocinado pela Marinha (pelo que me lembro), que pedia aos estudantes uma redação sobre a Antartica. Fiquei louco quando vi o comercial na televisão! Fiquei louco, mas não fiz a porra da redação. Fiquei dias e dias pensando sobre o que escrever e, pelo que me lembro, havia bastante coisa a escrever, mas não fiz nada. Perdi. E desde então acalento esse desejo de conhecer o continente antartico. E sentir o frio e a solidão atroz que impera naquele lugar. E veja bem, depois que li “Nas Montanhas da Loucura” do H. P. Lovecraft, aí que a vontade só aumentou.

2 – Tomar um café turco em Istambul

Sou um apaixonado por café. Já percorri diversas cidades no Brasil e em alguns outros países que rodei buscando “estudar” os cafés. Talvez seja uma das primeiras coisas que eu faço numa cidade: descobrir o potencial dessa cidade para os cafés. Embora seja um apreciador do café expresso é do café turco que sinto verdadeira paixão, especialmente por ser forte. É quase uma porrada na consciência e excelente para te deixar alerta para o trabalho. E tomar um café turco em Istambul seria o ápice do prazer em degustar essa iguaria inigualável.

1 – Viver seis meses em ilha e escrever um livro de ficção científica

Finalmente escrever meu primeiro romance de ficção científica. E escrevê-lo numa ilha. Numa boa. Tranquilo no ambiente e em pleno devaneio na mente. É o ideal. Nem tenho uma ilha necessariamente definida. Pode ser qualquer ilha, mas precisa ser ilha para alimentar parte de delírio contido no romance sci fi. Fico até sonhando acordado com esse momento. E espero que bem antes da abdução alienígena. 

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9 pensamentos sobre “Blogagem Coletiva: 10 coisas que eu tenho que fazer antes de ser abduzido

  1. Ahhhh, o tango. Poxa, tenho vontade de aprender isso. Acho tão sexy, elegante, sensual… e a primeira, claro!, também é algo super bacana de se fazer.

    Ótima lista, Ben! 😀

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  2. Pingback: Blogagem Coletiva: 10 coisas que eu tenho que fazer antes de ser abduzido | Ao Sugo

  3. As viagens e ler o livro vermelho. Está muito caro. Mas, como não posso pagar 500 pilas, decidi me contentar com a versão sem ilustrações, por enquanto. Gostaria de ter uma experiência com peyote em algum ritual.

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  4. Pingback: O Livro Vermelho de Jung: primeiras impressões | Cabaré das Ideias

  5. Adorei as suas viagens!!! Fiquei pensando nas 10 coisas que eu gostaria de fazer antes de ser abduzida, fiquei assustada porque nada me venho a mente, mas isso é um reflexo do meu momento atual [perdida da vida/sem uma meta]. 🙂

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  6. Pingback: Blogagem Coletiva: Livros que Marcaram a Infância | Cabaré das Ideias

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