História em Quadrinhos

Jenny Sparks: chutando bundas e salvando o mundo!

Quando penso em uma super-heroína, imediatamente me lembro de Jenny Sparks, máxima criação – na minha opinião – de Warren Ellis. Ela representa perfeitamente o arquétipo de uma pessoa independente e que não tem paciência com o “mal feito” e com sacanagem. Jenny Sparks simplesmente representou o Espírito do Século XX. E sabemos bem a quantidade de merda que rolou pelo Século XX. Essa “biografia” em Quadrinhos dela nos apresenta diversos momentos históricos do Século XX e como essa garota chuta-bundas marcou e foi marcada neste longo século XX. Afinal, toda a ideia de que ela é o Espírito do Século XX, com seus bons momentos e momentos tensos e negativos tem a ver diretamente com seu estado de espírito. Essa mini-série foi escrita por Mark Millar, ao lado de Warren Ellis, roteirista marcante dessa nova safra de escritores e que ajudou a consolidar a revista The Authority – você pode ler um post sobre o Authority que escrevi para o Cabaré clicando aqui – como uma das melhores HQ’s da década de 1990. 

Para fechar bem esse post, nada melhor que ler a descrição do próprio Warren Ellis fez sobre a personagem e sobre a mini-série escrita por Mark Millar.

“”Estou aqui porque eu criei Jenny Sparks e lhe dei seu ímpeto exasperado através do século. E eu a matei, também. Porque os grandes heróis das fábulas tiveram mortes assim como vidas. Robin Hood dispara sua última flecha para marcar o local da sua sepultura. As tripas de Cuchulain se esparramam pelo chão.Arthur é levado para Avalon. Jenny Sparks eletrocuta Deus segundos antes da virada do notório milênio e então deixa de existir. Tá legal, isso não tem exatamente a simplicidade e o romance épico dos outros, mas eu sou a porra do escritor e vou executar Deus se eu quiser. Eu criei Jenny Sparks e fui o único a descrevê-la durante seus quase três anos de existência como personagem. Mark Millar decidiu que queria cobrir os outros noventa anos bizarros da vida dela como contraponto a Authority, que ele então escrevia. Por ter soltado esses personagens nas mãos da comunidade criativa, eu esperei com fascínio pra ver o que ele faria. Mark é um dos escritores mais inteligentes que eu conheço, e também o mais imprevisível. Pessoalmente, eu não confiaria nele – nem um tiquinho – mas como escritor eu vou aonde quer que ele vá. Criativamente, o cara é frenético de um jeito irresistível, parecido com Rasputin – você sabe que o que ele está fazendo é imoral e doentio, mas você simplesmente precisa olhar. Leia essa maldita história. Ele não desaponta. Não era o que eu esperava. O que é justamente o que eu queria. Jenny Sparks está morta, mas, como todas as mulheres que você sente saudade, é ótimo vê-la aparecer para uma última dança.”

Para baixar as HQ’s (cuja mini-série em 05 edições lançada como encadernado pela Devir está esgotada no Brasil e por isso faço questão de deixar para download aqui no Cabaré das Ideias), basta clicar aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. E boa leitura!

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Um pensamento sobre “Jenny Sparks: chutando bundas e salvando o mundo!

  1. Jenny Sparks foi uma grande criação, e para mim é assim que deve ser! As pessoas vivem e morrem ao fim de um certo tempo. Jenny mooreu, mas deixou um grande legado! Authority nas runs de Ellis e Millar foram um marco, e promoveram o PRIMEIRO casamento gay da estória dos Comics! Não foi este casamento arranjado agora pela Marvel, foi a dupla mais poderosa de Authority: Apollo e Midnighter!
    🙂

    Abraço

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