Literatura

Resenha com Cointreau: As Crônicas de Gelo e Fogo – O Festim dos Corvos

Quando encerrei a leitura de “As Crônicas de Gelo e Fogo – A Tormenta de Espadas” quase tive um colapso literário de tão extasiado, amargurado, ensandecido e sei lá mais o que. “A Tormenta de Espadas” – em minha opinião – é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida sebenta de nerd, mas porque raios estou aqui nesse palavrório sobre “A Tormenta de Espadas” se a resenha é sobre “O Festim dos Corvos”?

Elementar, meu caro Genésio!

O “O Festim dos Corvos” funciona – praticamente – como um breque, um freio realmente ao leitor das Crônicas de Gelo e Fogo. É freio porque ao terminar de ler “A Tormenta de Espadas” você simplesmente quer continuar naquele ritmo literário alucinante que somente um escritor bom, mas muito bom, consegue imprimir em sua obra. Mas “O Festim dos Corvos” é também um respiro. E um respiro necessário. Mergulhamos – como leitores e leitoras – em Westeros, tomamos posições e – para ser bem sincero – simpatizamos mais e mais com Jon Snow, Daenerys Targaryen, Arya e Tyrion Lannister. Com excessão de Arya, @s outr@s três personagens são sombras neste livro “O Festim dos Corvos” e sombras, nas Crônicas de Gelo e Fogo detém poder não apenas para com outr@s personagens, mas também com leitores e leitoras.

“O Festim dos Corvos” é uma chance para conhecer nov@s personagens, mas para conhecer melhor especialmente Cersei Lannister. E conhecê-la é realmente contemplar o distúrbio, a imensa ganância que se traveste da gêmea de Jaime, outr@ personagem que ganha cada vez mais perspectiva – ainda que trágica. Trágica especialmente pela desilusão com sua irmã-amante Cersei. Jaime a vê construir sua própria destruição e fica cada vez mais consternado em participar disto, especialmente por ver seu filho-sobrinho Tonmen ser um Rei criança e fantoche de uma mãe obcecada pelo poder sem conseguir dirigir adequadamente o Reino.

E, claro, George  R. R. Martin continua a nos pregar peças. Especialmente continua a deixar claro que não podemos e nem devemos acreditar que qualquer personagem que seja está seguro em sua trama. Uma em especial começou a me cativar bastante: Brienne. Brienne talvez seja o arquétipo perfeito da honra na Cavalaria. E enfrenta o machismo de muitos homens que não a aceitam como uma guerreira. E em “O Festim dos Corvos” esse conflito fica mais agudo e direto, mas Brienne – como sempre acreditei como leitor – sabe se defender muito bem. Outro ponto positivo para esse canalha do George R. R. Martin: ele sabe construir muito bem suas personagens!!!!

Ao encerrar “O Festim dos Corvos” fica a sensação de que devemos desesperadamente aguardar o próximo volume (“Uma Dança com Dragões” seria a tradução que sairá em Setembro no Brasil)?

Sim, fica. E o que nos resta, então?

Ah, meus caros e minhas caras leitoras e leitores do Cabaré das Ideias, o que nos é possível é aguardar ansiosamente o próximo volume ou então comprar uma passagem de navio com direção a Westeros o que, particularmente, me interessaria bastante.

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2 pensamentos sobre “Resenha com Cointreau: As Crônicas de Gelo e Fogo – O Festim dos Corvos

  1. Eu estou meio decepcionada com O Festim depois de ter perdido o fôlego com A Tormenta. Os capítulos praticamente não mudam: Cersei, Jaime, Cersei, Jaime, Cersei, Jaime.

    Realmente me deu no saco a tal ponto que resolvi continuar a leitura de O Andarilho do Bernard Cornwell que estava mais emocionante. Assim que der, eu continuo a leitura. Mas por enquanto, ela ficou bem chatinha.

    Abraço!

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  2. Pingback: Resenha com Cointreau: As Crônicas de Gelo e Fogo – O Festim dos Corvos « As Crônicas de Gelo e Fogo

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