Music in the Space

Top 5 Melhores Discos de Rock N’ Roll e o que beber para acompanhar os Discos

Para não perder o costume, outro Top 5 aqui no Cabaré das Ideias. Nem vou me repetir com as justificativas de porque todo Top 5 é difícil e mimimi. Mas agora tem uma diferença: este Top 5 de discos de Rock N’ Roll será norteado com sugestões de bebidas para apreciar melhor as músicas. Então vamos ao que interessa realmente!!! Discos clássicos com suas capas também clássicas.

5. Nevermind do Nirvana

Lançado em 1991, “Nevermind” do Nirvana foi – de certa forma – um divisor de águas na história do rock. Som pesado, voz estridente de Kurt Cobain e uma sonoridade variada que resgatou de verdade o espírito livre de “fazer rock n’ roll”. Para um disco tão bom – que está em todas as listas de 100 melhores discos de rock n’ roll de todos os tempos – com (hoje) clássicos como “Come as you are” e “Lithium”, nada mais natural que a capa desse disco também fosse antológica. E foi. Eleita pela revista Rolling Stone como a melhor capa de todos os tempos. E há como negar? Um bebê nadando – feito peixe – atrás de uma nota de 1 dólar americano presa a um anzol. É genial ou não é? E pra acompanhar este disco excelente, cerveja preta, pode ser até xingu ou caracu.

4. Selling England by the Pound do Genesis

Acho o Genesis – fase Peter Gabriel – uma das maiores bandas de Rock N’ Roll de todos os tempos, especialmente por fazer parte de um momento da música – em geral – no qual as canções eram embebidas de referências tão pouco usuais como a ficção científica (por exemplo, obras como do autor clássico de sci fi Arthur C. Clarke). E o Genesis foi um expoente desse gênero. Lançado em 1973,  Selling England by the Pound foi o quinto álbum do Genesis e provavelmente o melhor. Ainda sob a liderança de Peter Gabriel, a banda conseguiu atingir o auge do experimentalismo progressivo que marcaria a banda nessa fase setentista. E a música “Dancing with the Moonlit Knight” com 8:02 de duração é um dos maiores clássicos do rock progressivo e está tranquilamente num Top 5 de Músicas de Rock Progressivo. E para acompanhar esse disco, nada melhor que um bom cointreau em copo de requeijão. E para comer? Nada. Tem de estar com a mente em Marte para acompanhar essa viagem musical que é o disco como um todo.

3. Jardim Elétrico dos Mutantes

Os Mutantes, definitivamente, foram uma das maiores bandas de Rock N’ Roll de todos os tempos. E Jardim Elétrico – em minha opinião – é o auge do experimentalismo literalmente psicodélico proposto por Sérgio Dias, Arnaldo Baptista, Rita Lee, Liminha e Dinho Leme. “Jardim Elétrico” – que dá o nome ao álbum – é de uma performance musical estonteante. A vontade que tenho ao escutar esse disco é me teleportar para o sistema Vega. Os Mutantes – ao lado de Genesis, Pink Floyd, Tangerina Dream, entre outras bandas, marcam o auge do experimentalismo progressivo e o uso (um tanto quanto indiscriminado) de psicodélicos que resultaram, entretanto, em canções únicas. “Jardim Elétrico”, quarto álbum dos Mutantes, merece figurar com toda certeza neste Top 5 e para acompanha-lo nada melhor que um bom licor de uísque.

2. Let it Be dos Beatles

Sei lá, tenho até medo de escrever sobre os Beatles, ainda mais que estou neste exato momento que escrevo este post no Cabaré das Ideias, escutando uma das (ou a maior, não sei dizer) bandas de Rock N’ Roll de todos os tempos. E neste Top 5 fui obrigado por todas as fases da minha vida a incluir este disco – da fase mais madura dos Beatles e último da banda – nesta seleção que fiz de discos (e capas). Por que “Let it Be” e não outro disco dos Beatles? Talvez seja justamente por me identificar mais pela maturidade musical da banda e, possivelmente, pela maioria das minhas canções preferidas dos Beatles se encontrarem justamente neste disco. A capa não contém nada de artisticamente significativo, mas reflete a interdependência da banda, verdadeiros quadrados mágicos que funcionavam em conjunto, mas também isoladamente. Para apreciar esse disco tomaria uma garrafa de vinho uruguaio Tannat Merlot. Ao fim do disco, provavelmente a garrafa já estaria vazia e o coração também.

1. Dark Side of the Moon do Pink Floyd

O disco “Dark Side of the Moon” marca o auge do experimentalismo do Pink Floyd. No álbum, lançado em 1973, há de tudo um pouco: impressões sobre a morte, a angústia da pressão de uma sociedade marcada pela corrida desefreada por dinheiro e, o que mais me impressiona, as impressões sobre a loucura e como a mesma pode ser – de certa forma – mascarada pela aparente normalidade. “Dark Side of the Moon” é um dos discos que marcam a expressiva década progressiva de 1970 (só para lembrar, o melhor disco do Genesis – Selling England by the Pound – também foi lançado em 1973) e é apontado tanto pela crítica quanto por milhões de fãs como o maior trabalho da banda. “Dark Side of the Moon” é um marco na história da música por conseguir abrir passagem ao experimentalismo eletrônico que viria a ganhar consistência na decada seguinte, com bandas como Joy Division e, mais tarde, Underworld. “Dark Side of the Moon” é um disco para ser ouvido do início ao fim e não vejo sentido algum (além de considerar uma quase blasfêmia) ouvir as canções de forma fragmentada. É preciso sentar e apreciar, convidar amigos e amigas para ouvir junto, beber água, leite, cerveja, tequila, vodka, o que quer que seja e conversar a respeito das impressões sobre o disco. Isto é ouvir um disco, o resto é piada.

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