Literatura

Cafés, Vinhos em Buenos Aires e o “O Chamado de Cthulhu”

Uma das minhas propostas no mochilão que fiz pela Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul foi apreciar bons vinhos e cafés com boa ficção científica e pinceladas de literatura de Horror. Combinou? Acho que sim. Por causa dessa ideia de agregar literatura, cafés & vinhos, pude extrair ao máximo as dimensões imagéticas proporcionadas por autores como Asimov e Lovecraft. E, quanto a este último, fiz questão de apreciar “O Chamado de Cthulhu” & Outros Contos para realmente “beber” literatura.

Definitivamente, a reunião de contos de Horror de Lovecraft em ” O Chamado de Cthulhu e Outros Contos” – avaliada sob efeitos de café e de vinho, não necessariamente nessa ordem – mostra uma seleção de contos que transitam do “experimentalismo” no gênero do Horror – como Dagon – até o clássico e fundamental ” O Chamado de Cthulhu” – que Lovecraft escreve com maestria. Lovecraft, em ” O Chamado de Cthulhu”, imprime ao leitor – com sua aparente indiferença analítica – uma sensação de derrota iminente. O horror encontrado – algo que só poderia ser de outro mundo, literalmente – não cabe inteiramente em nossa razão. E todas as personagens que se deparam com esse horror “quase impronunciável” parcialmente entendido como “Cthulhu” se tornam, aos poucos, mentalmente pertubadas.

O mais interessante – mais alguns cafés e vinhos depois – é como Lovecraft considera a arte uma espécie de portal para as dimensões macabras (é assim em “A música de Erich Zann” e no próprio clássico “Nas Montanhas da Loucura). Outro conto que apreciei bastante enquanto tomava um Cabernet Sauvignon da região de San Juan, Argentina, foi “O assombro das trevas”. Outra história que nos traz o desespero. E, de certa forma, o desespero é o melhor mecanismo para lidar e afugentar o horror e o macabro que se instalam entre a realidade e o sobrenatural. A edição da Hedra está excelente, num formato de bolso e com preço razoável. O livro pode ser encontrado na Livraria Cultura por R$ 24,00. É uma seleção de contos que vale a pena ser lida, tomando cafés e vinhos ou não. E se ouvir o o chamado de Chtulhu, fique atent@. Precaução demais não custa nada ou quase nada.

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Um pensamento sobre “Cafés, Vinhos em Buenos Aires e o “O Chamado de Cthulhu”

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