Realidade Overpower

Museu dos Beatles, Cristina Kirchner e desespero nerd em Buenos Aires

Quando tomei conhecimento que existia um Museu dos Beatles em Buenos Aires prometi a mim mesmo que haveria de conhece-lo algum dia. E o dia chegou. Acho que foi a minha primeira prioridade durante esse meu Mochilao em Terras Porteñas. Mas até que chegasse ao Museu dos Beatles, na Avenida Corrientes, muito teria que andar desde a Calle Chacabuco em San Telmo. E coisas interessantes também terminaria por ¨participar¨.

Descobri, por meio de uma quantidade imensa de pessoas com faixas, cartazes e vestindo camisetas com fotos de Néstor e Cristina Kirchner que hoje seria a posse, em seu segundo mandato presidencial, da viúva mais ilustre da Argentina. Perambular pelas avenidas e calles de Buenos Aires – naquela espécie de micro-centro que se encontra a famosa Calle Florida – me fez realmente vislumbrar esse sentimento político argentino relacionado a mulheres presidentes. E também, na verdade, a casais presidenciais. Existe uma atmosfera quase ¨santificada¨ em toda a coisa. É interessante, muita gente ligada a movimentos sociais nas ruas festejando esse segundo mandato de Cristina Kirchner. E seu modelo político economico me lembra, em muito, o modelo de ¨consenso de Brasília¨relacionado a política do governo Lula. Foi interessante de se observar.

Mas o objetivo, mesmo, era o Museu dos Beatles. E perambulei muito – tendo pausas para tomar cafés e ler algumas coisas. E ao encontrar o Museu dos Beatles me surpreendi pelo tamanho – para interessad@s saibam que é pequeno, mas com um acervo particular muito interessante e o maior do mundo em acervo privado. Foram 40 Pesos Argentinos a entrada, mas creio que valeu a pena. No mesmo local há um bar – The Cavern Buenos Aires – com um menu muito interessante diretamente relacionado aos Beatles (tomei o café especial George, claro, porque meu Beatle preferido foi o George Harrisson) e custou 20 Pesos. Total da despesa no Museu dos Beatles? 60 pesos.

Voltando ao Hostel America del Sur, me deparei com uma micro comic shop. E meu desespero bateu pesado. Inúmeras revistas em quadrinhos importadas da Espanha com valores razoáveis. Meu desespero foi realmente pesado quando nao pude levar o volume 2 de Planetary publicado pela Norma Editora. Material excelente em capa dura e valor razoavel dentro dos valores de HQ cobrados pela Panini no Brasil. E tinha muito mais coisa: The Authority, Promethea, etc. Fora uma coletanea de contos de Philip K. Dick. Só nao fui levado ao desespero e gastar uma grana pesada gracias ao Alejandro, dono da Comic Shop (que fica na Avenida Corrientes, mas nao me lembro agora do número). Ele sugeriu, diante de tantas dúvidas, que eu voltasse em outro momento. Trocamos muitas ideias (ele conhece bem o Brasil, até, e gosta muito de Sao Paulo e de Porto Seguro, claro) e fiquei de voltar com uma grana pra levar o volume de Planetary, mas nao sei se farei isto, até porque nem sei quanto de grana necessitarei para o resto do Mochilao. O melhor mesmo é me manter afastado daquela Comic Shop, caso contrário posso nao me segurar e levar o volume de Planetary e de Promethea.

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