História em Quadrinhos

Review The New 52: Stormwatch #1

É preciso reconhecer que a DC apostou alto na renovação de sua franquia de HQ. E toda aposta incorre em risco, ainda mais quando as mudanças são substanciais. E, ao que tudo indica, a aposta de renovação dos títulos da DC – zerando toda a sua numeração e re-inserindo suas personagens num novo Universo – está dando muito, mas muito certo. As reimpressões dos novos títulos são recorrentes. A revista da Liga da Justiça #1 já se encaminha para uma quarta reimpressão, além de outros títulos como Action & Comics, Batman & Robin, Homem-Animal e Batgirl.

 

De todos os títulos “The New 52” um dos que mais me empolgaram foi o do Stormwatch. O motivo é relativamente simples: a incorporação definitiva do que havia de melhor da Wildstorm – The Authority – ao universo tradicional DC. Como estou, ainda, de férias demorei um pouco para ler a edição #1 de Stormwatch. E, acreditem, gostei demais do que li.

Primeiramente, é necessário reconhecer o mérito de Paul Cornell – escritor da série. Como fã do Authority, só dois escritores escreveram bem e muito bem a equipe: Warren Ellis – escritor que criou a maluquice do grupo – e Mark Millar. Foi o melhor período para se ler as histórias da equipe – embora deva reconhecer que Grant Morrisson e Ed Brubacker também escreveram boas histórias da equipe. E agora temos Paul Cornell. E sim, o escritor que vem escalando – de forma meritocrática – os degraus criativos da DC nos apresentou uma primeira edição excelente.

 

Nos é apresentado – para leitores e leitoras nov@s e antig@s – uma equipe nitidamente nas “sombras” do Universo DC. E, por “sombras”, me refiro a forma como o Stormwatch atua nesta “nova Terra DC”. Primeiramente, não são super-heróis. E realmente Paul Cornell ressalta essa questão o tempo todo. O Stormwatch atua sob um “gabinete das sombras”, protegendo a Terra por séculos e séculos, o que remete aos “bebês do século” e a espetacular “Jenny Quantum” – herdeira de Jenny Sparks e uma das protagonistas deste Stormwatch. Outro ponto da revista escrita por Paul Cornell é a diferenciação “conceitual” – dada pelo Caçador de Marte, agora membro do Authority – entre o super-herói e o “guerreiro”. E sabemos, nerds DCnautas de plantão, que o Marciano é um temível guerreiro. E essa aquisição marciana ao Stormwatch foi excelente, na minha opinião. Especialmente porque Paul Cornell sabe escrever bem uma revista de equipe.

Outras personagens clássicas nos são presenteados neste novo Stormwatch: a engenheira, Jack Hawksmoor, Apolo & Meia Noite. Outros “novos”, como Adão e a Projetista. É claro que essas apresentações e reapresentações deixam @s nerds de plantão cheios de dúvidas: que Adão é este? O antigo Doutor – xamã da Terra – irá (re) aparecer?

Paul Cornell criou uma trama relativamente simples para o Stormwatch: trazer Apolo às suas fileiras – e, claro, Meia Noite – e de tabela enfrentar a Lua. É isso mesmo. Enfrentar a Lua que parece ter segundas e terceiras intenções. Parece meio maluco, não?

Pois é. É sim. E é justamente por isso o mérito criativo para Paul Cornell e Miguel Sepulveda (desenhista): nos presentear com uma história que nos (re) apresenta personagens espetaculares numa dinâmica nova e ao mesmo tempo clássica dentro de uma história em quadrinhos surreal – marca registrada do Authority. Afinal, na antiga série do Authority, Jenny Sparks eletrocutou “Deus” para preservar a Terra. É ou não é demais?!

Estou ansioso por ler as próximas edições e comprarei, com toda a certeza, a edição encadernada desta série e recomendo aos leitores e leitoras do Cabaré das Ideias que façam o mesmo. Como aperitivo, deixo o link para ler Stormwatch #1. Para tanto, basta clicar aqui e será redirecionado à HQ. E boa leitura!

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4 pensamentos sobre “Review The New 52: Stormwatch #1

  1. Esta é a equipa que eu prefiro de todas as apresentadas nestes 52.
    Tenhos os volumes todos de Authority, e só metrazem boas recordações!
    Já fiz o download para experimentar o título, mas ainda não li! Espero que eu sinta o mesmo que tu!
    🙂

    Abraço

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