História em Quadrinhos

Justice League #1: review/download

Talvez no mundo de leitores e leitoras de Histórias em Quadrinhos o assunto mais comentado e debatido (do ponto de vista de méritos e deméritos) nos últimos meses foi a iniciativa da DC Comics de promover um verdadeiro re-início de sua franquia de super-heróis. A ideia é renovar não apenas as personagens da editora (muitos tem mais de 50 anos e os mais clássicos, como Batman & Superman, já passaram dos 70 anos tranquilamente), mas também o público leitor de HQ. A coisa toda, definitivamente, é um grande risco. Afinal, se existe um publico consumidor de cultura de “massa” de tomate são os nerds leitores de HQ. Muitos são “puristas” e cheios de chororo e lamentação caso sejam mudadas as estruturas das personagens que mais aprecia. A DC Comics, através de seu triunvirato decisório – Jim Lee, Dan Didio e Geoff Johns – sabia bem disso. E decidiram se arriscar e, para isso, usaram de todo o imenso arsenal que a Warner Brothers disponibiliza. E sim, uma campanha em diversas mídias (TV, Internet, Cinemas, HQ, etc) foi colocada em campo e, aparentemente com as vendas de Justice League #1, a coisa deu certo no seu início.

Com o fim de Flashpoint (um final excelente que pretendo resenhar logo mais), o novo Universo DC nos foi apresentado, agora, através da edição Justice League #1 de autoria de Geoff Johns e Jim Lee – uma revista que se passa 5 anos atrás, quando os heróis ainda estavam iniciando sua jornada. Neste novo universo DC (ainda que seja mais correto dizer, neste novo Multiverso DC), não existe – ainda – uma Liga da Justiça. E Johns e Lee iniciam essa edição com o objetivo claro de mostrar que os futuros heróis fundadores da Liga da Justiça não se conheciam e, no caso do Batman, a própria existência beirava a lenda urbana, como se observa pela surpresa do Lanterna Verde Hal Jordan ao se deparar com o Cavaleiro das Trevas.

Batman é caçado pela força-policial de Gotham City – onde se passa essa primeira edição – e, enquanto é caçado, o Cavaleiro das Trevas caça um alienígena. O que traz o Lanterna Verde à história que se desenrola. Esse início já indica o status dos heróis nesta nova DC: eles existem, mas não necessariamente inspiram confiança nas instituições e mesmo para o público. Johns, definitivamente, é um bom escritor do Lanterna Verde, mas quando escreve o Batman suas dificuldades são nítidas. É como se não soubesse o que fazer com o personagem. E na dúvida o que você faz? Recorre a um modelo/método que já deu certo. E Geoff Johns fez isto. O Batman de Justice League #1 lembra – e muito – o Batman da Liga da Justiça de Grant Morrisson – um baita mérito de referência, diga-se de passagem. Enquanto Batman tem esse aspecto de sujeito precavido e preparado, o Lanterna Verde Hal Jordan é um bom e velho fanfarrão. Cego de confiança em seu anel de poder (uia!), ele é impulsivo e, lamento dizer aos fãs de Hal Jordan, um babaca. Mas calma, um babaca com potencial para aprender que “o buraco é mais embaixo”. E acho que Batman vai ensinar um pouco disto para o piloto de testes aprendiz de canastrão.

Nesta primeira edição o foco de “investigação” se concentra no Batman e no Lanterna Verde Hal Jordan. E o que há pra ser investigado, definitivamente é algo grande e sombrio: Darkseid. Particularmente, fiquei extasiado quando descobri que o tirano de Apokolps – Darkseid – seria o primeiro adversário da Liga da Justiça. Extasiado porque sou fã de carteirinha de Darkseid e não há maior vilão do que ele no Multiverso DC. O interessante nessa primeira edição é que, realmente, o novo é que impera. Ao ouvirem a palavra “Darkseid”, tanto Batman quanto o Lanterna Verde Hal Jordan nem imaginam, ao certo, do que se trata. Só sabem que é alienígena. E isto os leva a Metrópolis, lar do “Superman”, reconhecidamente um alienígena – do qual Batman sente-se pouco confortável, diga-se de passagem.

Em Metrópolis, nos é apresentado Victor Stone – futuro Cyborg. Muita gente torceu o nariz e a boca quando foi anunciado que o Cyborg – um ex-Titã – agora faria parte da Liga da Justiça nesse “relaunch”. Eu, ao contrário, fiquei muito feliz. É um personagem muito bem elaborado e com conteúdo forte que, nas mãos de um bom escritor, pode ser muito bem desenvolvido. E, neste caso, Geoff Johns parece gostar mesmo de trabalhar com Cyborg – veja-se a época que trabalhava como roteirista dos Novos Titãs ou então em Flashpoint.

Bom, por fim temos o encontro com o Superman. E não é nada parecido com um encontro de escoteiros. A página da HQ já diz tudo.

Temos um ótimo gancho para a próxima edição: Batman vs Superman. E a revista como um todo, valeu a pena? Sim, valeu. Vale a pena comprar a edição impressa? Sim. É claro que é uma questão de escolha e vou comprar a edição encadernada desta nova origem da Liga da Justiça. Vale a pena. Nota para roteiro e desenhos? 7,0. A história, devo reconhecer, tem uma pegada forte de “blockbuster”. E sabemos que existem bons e maus “blockbusters”. Ainda é a primeira edição, espero que Johns aprofunde um pouco mais o conteúdo do roteiro, caso contrário teremos apenas um amontoado de imagens numa trama simples e rasteira. Mas vamos esperar. O potencial para algo bom está presente na HQ. Caso queira fazer o download da HQ clique aqui.

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11 pensamentos sobre “Justice League #1: review/download

  1. Ando meio por fora das HQs, mas tô lendo a do Scott Pilgrim. Tenho algumas edições de clássicos dos quadrinhos como a série do Demolidor escrita po Kevin Smith e Deus Ama, o Home Maya (título escroto!) dos X-Men. Ao que parece, em breve, todos leremos HQs apenas iPads. Curto histórias de heróis, mas a nova safra de adaptações para o cinema me desanimam. Inclusive postei sobre isso no meu blog,

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  2. Você vai disponibilizar os downloads dos próximos números? Entrando aqui sempre, conseguiremos os números seguintes? =)

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