História em Quadrinhos

Flashpoint: primeiras impressões

Nem é preciso dizer que este post está recheado de spoilers, então caso não queria, de forma alguma, saber o que se passa atualmente no Universo DC, pule para outro post do Cabaré das Ideias. Posso sugerir, inclusive, este Multiverso DC Comics: Crise nas Infinitas Terras e Flashpoint, mais do mesmo?

Mas caso queira correr todos os “riscos” de se aventurar imediatamente pela nova saga DC é só continuar a ver e ler!!!

Vou confessar que quando a DC Comics anunciou na mídia em geral a saga Flashpoint, meio que já torci o nariz e olha que meu nariz é grande pela minha ancestralidade médio-oriental. “Porra, estão querendo mesmo empurrar o Barry Allen de toda forma, goela abaixo!” Fiquei realmente pensando que a história seria bem, mas bem meia-boca. Li a primeira edição e curti. Realmente gosto muito de HQ que lidam com histórias alternativas ou realidades paralelas, desde pequeno e não mudou nada desde que a barba cresceu. E Flashpoint tem o melhor dessa “pegada de histórias alternativas”. Barry Allen acorda num mundo muito, mas muito diferente do seu. E as diferenças chegam a ser drásticas em alguns casos: não há Superman e o maior protetor de Metropolis é Victor Stone, o Cyborg (muito bacana essa ideia!), Abin Sur não morreu quando sua nave pousou na Terra (então nada de Hal Jordan como Lanterna Verde) e, portanto, nunca se formou a Liga da Justiça. Mas talvez o mais estrondoso aspecto dessa realidade seja a existência do Imperador Aquaman e sua guerra com a Mulher Maravilha e as Amazonas. Pra citar um caso apenas dessa drástica alteração de realidade, o Imperador Aquaman afundou, vejam bem, afundou a Europa Ocidental – adiós, Barcelona e Paris!

Essa realidade alternativa e não uma Terra Paralela (como Barry Allen descobre, na edição Flashpoint#2) é mais sombria, bem mais sombria. E dentro dessas sombras a inovação com o Batman talvez, até agora ao menos, tenha sido a mais interessante. Batman, nesta realidade, não é Bruce Wayne. É seu pai, Thomas Wayne, único sobrevivente do famigerado assalto que fulminou sua esposa Martha e seu filho Bruce. Caramba, no pouco que apareceu até agora, já gostei e muito do Batman/Thomas Wayne. Mas ao contrário de seu filho, Bruce Wayne, o Cavaleiro das Trevas, esse Batman é o Cavaleiro da Vingança. Mas ao Barry Allen, depois de ter invadido a abandonada Mansão Wayne e ter levado uma surra desse Batman-Thomas Wayne, dizer que vem de uma realidade alternativa onde ele, Thomas Wayne, está morto junto a sua esposa Martha e apenas Bruce está vivo, o arredio e agressivo Batman – Cavaleiro da Vingança, experimento uma tênue esperança que Barry Allen, o Flash, reconstrua a verdadeira realidade. Geoff Johns escreveu muito bem os diálogos entre os dois personagens, da tensão inicial ao sinal da esperança ao final, ainda que ao final, Barry Allen descubra que o Flash-Reverso tem ligação direta com essa nova realidade e pior: Allen está mesmo sem seus poderes de velocinauta.

Mas as últimas páginas, lembrando o clássico Frankestein de Mary Shelley, vemos a desesperada busca de Barry Allen pela Força de Aceleração. O final da edição 2 de Flashpoint conquistou de vez minha atenção como leitor. Espero ansioso pela terceira edição e vou importar, literalmente, a edição encadernada dessa série. Estou me cansando dessa demora brazuca em publicar essas HQ. E que venha o restante de Flashpoint!!!

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2 pensamentos sobre “Flashpoint: primeiras impressões

  1. kra de boa mesmo, ha quanto tempo vc acompanha hqs? pq falar “velocinauta” foi um verdadeiro chute no saco, PQP, q coisa medonha… o certo eh VELOCISTA!!!!!!e por favor, naum venha achando ruim por eu estar corrigindo essa gafe…

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    • Victor, mais de boa ainda, velocista é um termo e velocinauta é outro. Velocinauta foi utilizado da mesma forma que astronauta ou crononauta ou necronauta…uma especie de “viajante” do tempo, coisa que tanto o Flash (independente de qual Flash) ou o Flash-Reverso fazem: viajam no tempo atraves da velocidade, por isso o conceito de “velocinauta”, mas nem adianta ficar triste e fifizar com a resposta pq é por aí mesmo hehehehe

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