Music in the Space

Laissez les bons temps rouler: O mais fino do Jazz, na mais bela cidade

Sou convito de que a maior contribuição cultural dos Estados Unidos da América ao mundo é o jazz. E mesmo assim é um estilo de música que nasce do lado alternativo dos Estados Unidos, aquele distante dos mais finos salões regrados a uísque e homens brancos com longos bigodes e, dependendo do lugar, muito preconceito, inclusive o preconceito musical. Afinal, o que os músicistas afro-americanos fizeram com o tradicional piano no jazz seria de gerar, por si só, uma guerra mundial. Analogias idiotas a parte, o jazz surge como uma maneira sincrética de música: africana, européia e indígena, mas principalmente afro-americana. É, o jazz nasce entre a população afro-americana. Sua “Meca” é New Orleans (a bela “The Big Easy”), cidade nascida em 1718 sob orientação “francesa”, construida afro-americana e pincelada yankee. É um caldeirão cultural e caldeirões culturais geram, em grande medida, deliciosas substancias culturais, como o samba brasileiro e o jazz estadunidense ou uma culinária exótica.

Não tenho vontade nenhuma de conhecer New York ou Los Angeles, Boston ou Chicago, mas New Orleans é outra coisa. Tenho uma baita vontade de andar ali no French Quarter e escutar jazz, o mais fino jazz no tradicional Jazz Fest, mas principalmente rodar os Cafés e Bares do French Quarter disposto a experenciar o jazz na alma. Mas por enquanto não sei se vai rolar uma viagem para New Orleans. Até pensei em fazer um doutorado sandwich por lá. Com toda certeza não me interessaria ir pela Ciência Política, mas apenas para curtir o jazz. A cidade está se reconstruindo após a tragédia que o furacão Katrina causou. Não foi pouca coisa, afinal, a geografia da cidade a situa abaixo do nível do mar e, quando da tragédia, os diques não seguraram as pontas devido a intensidade do furacão e quase 90% da cidade ficou sob a água.

Uns 10 dias seriam suficientes para apreciar um bom jazz diário e de tabela fazer aquele turismo sem vergonha de conhecer museus, beber cervejas locais, comer alguma coisa com camarão (mas nada com carne de porco, aí não vai) e voltar a escutar jazz. A prefeitura de New Orleans fornce algumas dicas que vale a pena conferir (eu farei isto, ao menos). Talvez eu deva fazer uma espécie de promessa, sei lá, enquanto rolar Copa do Mundo de Futebol no Brasil, estarei viajando e um dos locais de viagem seria New Orleans. Uma boa ideia. Jazz todo dia e toda hora, se for possível.

Claro, para não perder o costume alguns vídeos com o melhor do jazz: Stan Getz, Dave Brubeck, John Coltrane, Miles Davis, Charlie Parker…

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2 pensamentos sobre “Laissez les bons temps rouler: O mais fino do Jazz, na mais bela cidade

  1. New Orleans também é uma das cidades que quero (muito) conhecer. Não sei se iria lá no mardi gras…
    Mas acho que seria o único carnaval que me faria pirar… (rs) Já viu o de Veneza? Pra mim é só beleza plástica…
    Musicalmente sempre sou chamada de colonizada, etilicamente tb…
    Bem, post bacana, vídeos id
    Despeço-me ao som de Ali Farka e bebericando meu velho jim beam… hehe
    e só pra desgraçar seu espaço: #todopoderosotimao 3 x 1 # sereiadebrejo
    beijão

    Curtir

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